Como planear uma landing page com Claude Code
Para planear uma landing page com Claude Code, define a oferta, o público, a ação principal e o destino dessa ação. Se já existe uma página, pede primeiro um inventário do projeto e do percurso atual. Depois prepara conteúdo, estrutura, integrações e critérios de validação antes de autorizar a implementação e a publicação.

Uma landing page pode parecer simples porque tem apenas um endereço e poucos botões. Mas esses botões podem abrir um checkout, enviar dados para uma ferramenta comercial ou iniciar uma sequência de acompanhamento. A parte visível é só uma parte do trabalho que precisas de planear.
Vamos usar um exemplo editorial: uma página para inscrições num workshop fictício, com uma oferta definida e um formulário já existente. O objetivo é preparar um plano que o agente consiga executar e que tu consigas rever, preservando o que funciona e deixando as dúvidas explícitas.
Que resultado deve a landing page produzir?
Define o resultado do ponto de vista do visitante e da operação. A pessoa deve compreender a oferta, decidir se lhe interessa e concluir uma ação verificável. A equipa deve conseguir identificar essa ação no destino correto. Escreve o percurso completo numa frase antes de escolher secções, animações ou tecnologia.
Para o workshop fictício, a frase pode ser: «A pessoa percebe o tema, confirma se o formato lhe serve, preenche o formulário e recebe a confirmação prevista.» Esta descrição obriga-te a decidir o que acontece depois do clique. Um botão que abre uma janela não demonstra que a inscrição foi recebida.
Escolhe uma ação principal coerente com a oferta. Pedir uma conversa, reservar um lugar e comprar acesso são decisões diferentes para o visitante. Se a página mistura essas ações sem explicar a relação, a hierarquia visual não resolve por si só a dúvida sobre o próximo passo.
Define também o que fica fora da primeira versão. Se já tens um formulário adequado, não precisas de construir uma nova área de membros para apresentar um workshop. Nas unidades do Laboratório sobre planeamento com Claude Code, confirmar o fluxo real evita acrescentar dependências que a operação não necessita.
Se ainda não tens estas decisões fechadas, começa pelo briefing de uma aplicação construída com IA. Para a landing page, concentra esse briefing numa oferta e num percurso de conversão, com uma forma concreta de reconhecer a conclusão.
O que deves inventariar quando já existe uma página?
Pede um inventário da estrutura, dos conteúdos, dos destinos dos botões e das integrações existentes. Inclui elementos que não aparecem numa captura de ecrã, como formulários, scripts e redirecionamentos. Identifica o que deve ser preservado e o que será alterado. Uma referência visual não equivale a conhecer o funcionamento completo do site.
Entrega ao agente o projeto correto e explica a relação com o endereço publicado. Se tens uma pasta antiga e outra atual, indica qual é a fonte de trabalho. Pede que identifique os ficheiros relevantes antes de propor alterações. Essa leitura reduz o risco de reconstruir algo que já está implementado.
No inventário, regista cada botão com texto, localização, destino e função. Confere ainda ligações do rodapé, páginas de apoio, imagens e eventuais downloads. Se um formulário pertence a um serviço externo, identifica essa dependência e o que pode ser testado no ambiente de preparação.
Para os scripts, conserva um registo da finalidade e da configuração relevante, sem copiar segredos para documentação partilhada. Um gestor de etiquetas, um pixel e uma integração comercial podem ter responsabilidades diferentes. Não removas um script apenas porque não produz um elemento visível na página.
O Laboratório aborda a preparação da nova versão antes de retirar o site anterior. Aplica essa ideia ao plano: a substituição só deve ocorrer depois de conferires o percurso crítico e saberes como recuperar o destino anterior. A existência de uma cópia visual não prova que formulários e dados também foram transferidos.
Como preparas a oferta e o texto antes do layout?
Reúne informação confirmada sobre público, conteúdo, formato, preço, datas e condições. Distingue factos aprovados de ideias ainda em discussão. Organiza as perguntas que a pessoa precisa de resolver para decidir. Depois escreve o conteúdo de cada secção, evitando deixar ao agente a tarefa de inventar benefícios, testemunhos ou regras comerciais.
Para o workshop fictício, a primeira informação pode ser o que se vai aprender e para quem a sessão foi preparada. A seguir, esclarece o formato, os pré-requisitos e o que a pessoa precisa de trazer. Se existe acompanhamento posterior, descreve o que está efetivamente incluído.
Marca como pendência aquilo que ainda não sabes. Um preço provisório deve ser reconhecível na preparação e não passar para produção como decisão final. O mesmo cuidado aplica-se a datas, disponibilidade e promessas de acesso. Preencher espaços vazios com valores plausíveis pode criar uma oferta que nunca aprovaste.
Pede uma estrutura orientada pelas dúvidas do visitante. Uma secção pode mostrar o programa; outra pode explicar a aplicação prática; outra pode esclarecer o processo de inscrição. Junta argumentos repetidos quando não acrescentam informação. A extensão deve acompanhar o que é necessário para compreender a oferta.
Se já tens uma voz definida, fornece exemplos e instruções concretas. O guia sobre como definir a tua voz de escrita para trabalhar com IA ajuda a preparar esse material. Rever o texto antes da composição evita corrigir a mesma mensagem em vários componentes depois.
Como pedes um plano útil ao Claude Code?
Pede um plano que ligue cada alteração ao objetivo, aos ficheiros relevantes e à forma de verificar o resultado. Separa perguntas pendentes de decisões já tomadas. Define a fase autorizada e as ações que podem ter efeitos externos. O plano deve permitir começar por uma etapa concreta, sem depender de uma lista vaga de melhorias.
Um pedido inicial pode ser: «Inspeciona esta landing page e o percurso de inscrição existente. Prepara um plano para apresentar o workshop descrito no briefing. Identifica os conteúdos a substituir, os elementos a preservar, as dúvidas que bloqueiam a implementação e os testes necessários. Nesta fase, prepara o plano sem publicar alterações.»
A documentação dos modos do Claude Code descreve o modo de planeamento para analisar e propor trabalho antes da implementação. Os controlos concretos dependem da sessão e da configuração. Confere as permissões em uso; o nome do modo não deve substituir a definição dos efeitos autorizados.
Revê o plano procurando decisões desnecessárias. Se o formulário existente recebe inscrições e satisfaz os requisitos, uma nova base de dados precisa de uma razão concreta. Se o checkout não será alterado, essa decisão deve ficar registada para não voltar a surgir por hábito durante a construção.
Pede que as dúvidas sejam específicas. «Queres uma página moderna?» pouco acrescenta. «O botão final abre o formulário existente ou envia diretamente para o checkout?» muda o comportamento e merece resposta. Resolve primeiro o que bloqueia a fase atual e conserva as restantes decisões no documento do projeto.
Como defines a estrutura visual e o comportamento em mobile?
Descreve a hierarquia da página, os materiais de marca e o comportamento esperado em diferentes ecrãs. Identifica a mensagem inicial, as secções necessárias e a posição das ações principais. Inclui critérios de leitura e utilização. O layout deve ajudar a compreender a oferta e a concluir o percurso, mesmo num telemóvel.
Fornece o logo original, as cores e as fontes autorizadas quando existem. Se usas uma referência visual, explica o que interessa: proporção da imagem, ritmo entre secções ou disposição de uma comparação. Não deixes implícito que a referência autoriza copiar texto, marcas ou elementos que não pertencem ao projeto.
No exemplo, a primeira zona deve permitir reconhecer o workshop e encontrar a ação principal. As secções seguintes podem explicar programa, formato e dúvidas frequentes. Decide se um botão repetido mantém o mesmo destino e texto, ou se tem uma função diferente que precisa de ser identificada.
Para mobile, prevê títulos que não ocupem todo o ecrã, imagens que conservem o assunto principal e botões fáceis de distinguir. Confere menus, tabelas e elementos fixos. Um botão permanente pode ajudar a navegação, mas não deve cobrir conteúdo ou impedir o preenchimento do formulário.
Inclui a navegação por teclado nos critérios de revisão. Os campos precisam de rótulos claros e as mensagens de erro devem ajudar a corrigir o problema. A introdução a formulários do web.dev explica a relação entre formulário, campos e processamento, útil para discutir comportamento além da apresentação.

Como planeias formulários, inscrições e medição?
Define o destino dos dados, o sinal de sucesso e o comportamento perante falhas antes de implementar o formulário. Para a medição, distingue visitas, cliques e inscrições confirmadas. Identifica os eventos necessários e onde serão verificados. Um aviso visual ou um evento de clique não deve ser tratado automaticamente como prova de inscrição concluída.
No workshop fictício, o formulário pode continuar alojado na ferramenta usada pela equipa. O plano deve indicar que campos são pedidos, quem consulta as respostas e o que o visitante vê depois de enviar. Se a confirmação depende de uma segunda etapa, essa condição precisa de aparecer no percurso.
Prepara casos de teste: dados válidos, campo obrigatório em falta, resposta de erro e repetição da submissão. Usa dados fictícios e um destino controlado. Depois confere o registo na ferramenta que o recebe. Ver apenas a mensagem «obrigado» na página não confirma que a integração guardou os dados certos.
A documentação de eventos do Google Analytics explica a recolha de interações. No plano, dá significado a cada uma: clique no botão, chegada ao formulário e confirmação de inscrição são momentos distintos. Define os parâmetros úteis e segue as orientações para evitar enviar dados pessoais para o Analytics, incluindo nome, email ou telefone.
Se já existem etiquetas, confere se vais reutilizá-las ou alterar a configuração. Duas implementações do mesmo evento podem duplicar contagens. Regista o que deve permanecer e como vais validar o resultado, respeitando a configuração de consentimento aplicável. O plano de medição deve acompanhar o percurso real da pessoa.
Que critérios de SEO e desempenho deves colocar no plano?
Inclui conteúdo compreensível, títulos coerentes, ligações funcionais, imagens adequadas e acesso técnico à página. Define também como vais avaliar a experiência de carregamento. Essas verificações ajudam a preparar a publicação, mas não garantem posições nas pesquisas nem vendas. Relaciona cada critério com o problema que permite detetar ou evitar.
O guia de SEO do Google recomenda facilitar a compreensão e a descoberta do conteúdo. Para a landing page, prepara um título e uma descrição coerentes com a oferta, headings que organizem a leitura e ligações que conduzam aos destinos prometidos. Confere a versão publicada através das ferramentas adequadas.
Se estás a substituir uma página, inventaria endereços antigos que precisam de continuar a funcionar. Planeia os redirecionamentos necessários e confirma que parâmetros relevantes não se perdem no percurso. Uma mudança de domínio ou de caminho deve ser tratada como parte da publicação, com verificação própria.
Para desempenho, identifica imagens e outros recursos que dominam o primeiro ecrã. O Largest Contentful Paint mede quando o maior elemento de conteúdo relevante se torna visível. Usa essa informação para investigar o carregamento, juntamente com outras métricas e testes em condições representativas.
Não transformes uma pontuação isolada no único critério de conclusão. Uma página pode obter uma avaliação técnica elevada e ter um formulário mal ligado. Mantém testes de conteúdo, funcionamento, acessibilidade e medição. Se uma alteração de desempenho afeta scripts necessários ao negócio, avalia o efeito antes de a aceitar.
Como transformas o plano numa sequência de trabalho verificável?
Divide o trabalho em etapas que produzam resultados observáveis: estrutura e conteúdo, percurso funcional, revisão e publicação. Define o que deve passar antes de avançar e o que pode ser corrigido depois sem comprometer a entrega. Guarda decisões e versões. A conclusão deve indicar o que foi realmente testado no ambiente correspondente.
Podes usar esta sequência para organizar a execução do exemplo.
| Etapa | Entrega a conferir |
|---|---|
| Preparação | Briefing, inventário e perguntas bloqueadoras resolvidas |
| Estrutura | Conteúdo aprovado, marca e hierarquia em desktop e mobile |
| Funcionamento | Botões, formulário e destino dos dados verificados |
| Revisão | Casos de erro, medição e verificações técnicas concluídos |
| Publicação | Versão identificada e percurso repetido no endereço final |
A orientação de boas práticas do Claude Code destaca a utilidade de dar ao agente verificações executáveis. No teu plano, pede evidência proporcional à tarefa: resultado de um teste, captura da página ou confirmação do registo no destino. Distingue aquilo que foi verificado daquilo que ainda depende de acesso ou informação.
Antes da publicação, confirma o âmbito já autorizado. Se a instrução era construir e publicar depois dos testes, o plano deve refletir essa sequência. Se a fase acordada termina numa versão local para revisão, a conclusão deve respeitar esse limite. A clareza inicial evita dúvidas repetidas quando o trabalho está pronto.
Como podes aprender a construir a tua landing page no Laboratório da IA?
No Laboratório da IA, podes trabalhar o planeamento, a construção e a verificação de páginas com ferramentas de IA. As aulas semanais e os Zooms de acompanhamento semanais ajudam-te a esclarecer dificuldades concretas. Traz a oferta, o percurso atual e um plano inicial para identificar a próxima etapa que consegues executar.
Uma landing page útil começa por decisões claras sobre o que a pessoa precisa de compreender e fazer. Quando esse percurso está definido, o trabalho com Claude Code torna-se mais fácil de orientar, rever e publicar com critérios concretos.
Aprende a construir isto no Lab.
Trabalha o processo com aulas, materiais e acompanhamento. Leva o que estás a construir e esclarece as dúvidas da tua implementação.
- Definir oferta e percurso completo antes de escolher o layout.
- Inventariar integrações e preparar um plano executável no Claude Code.
- Validar formulários e publicação com apoio das aulas e Zooms semanais.
Aulas semanais para aprender e aplicar. Zooms de acompanhamento semanais para esclarecer dúvidas. Replay e materiais para retomar o trabalho ao teu ritmo.
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